Uso da Cannabis sativa medicinal no tratamento da síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut: desafios e benefícios
DOI:
https://doi.org/10.69849/724ah366Palabras clave:
Cannabis medicinal, Canabidiol, Síndrome de Dravet, Síndrome de Lennox Gastaut, Epilepsia refratáriaResumen
O presente trabalho tem como objetivo analisar o uso da Cannabis sativa medicinal no tratamento das síndromes epilépticas de Dravet e Lennox-Gastaut, ressaltando os principais benefícios terapêuticos e os desafios relacionados à sua aplicação clínica e regulamentação no Brasil. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, desenvolvida a partir da revisão de artigos científicos nacionais e internacionais, diretrizes de órgãos de saúde e documentos normativos, permitindo uma abordagem crítica e fundamentada sobre a temática. As síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut são epilepsias refratárias de início precoce, caracterizadas por crises convulsivas de difícil controle, frequentemente resistentes aos fármacos antiepilépticos convencionais. Nesse contexto, o canabidiol (CBD) tem se mostrado uma alternativa terapêutica eficaz, evidenciando reduções significativas na frequência e intensidade das crises, além de proporcionar melhora na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. Entretanto, a utilização da cannabis medicinal ainda enfrenta obstáculos importantes, como altos custos, entraves burocráticos, preconceito social e carência de estudos nacionais robustos que sustentem sua ampla implantação no sistema de saúde. Conclui-se que a cannabis medicinal representa um avanço relevante no manejo das epilepsias refratárias, porém sua consolidação depende de maior investimento em pesquisas clínicas, atualização das políticas públicas e capacitação de profissionais de saúde. Assim, este estudo busca contribuir para o aprofundamento do debate acadêmico e social sobre a temática, promovendo reflexões acerca da importância da ciência, da ética e da equidade no acesso a terapias inovadoras.
Referencias
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