Feminismo negro e história da educação: escrever é existir.

Autores

  • Raquel Virginia Lopes Autor
  • Isabel Maria Lopes Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/r76kk582

Palavras-chave:

Historiografia, Memória, Relações Étnico-Raciais, Resistência

Resumo

O presente estudo, tem por objetivo analisar as contribuições do Feminismo Negro à História da Educação. Neste sentido, evidenciar o modo como as mulheres negras se afirmaram protagonistas históricas, intelectuais e produtoras de saberes. Além de compreender o Feminismo Negro como perspectiva que tensiona as narrativas hegemônicas. Desse modo, estudar e escrever a história das mulheres. Trajetórias, invisibilidades, dificuldades, percebendo que as mulheres posicionaram-se ao longo da história, uma oportunidade de compreender situações enfrentadas, estratégias utilizadas e motivos que fazem com que certas práticas e representações ainda persistem fortemente e moldam estereótipos. Metodologicamente recorremos à pesquisa bibliográfica. O Feminismo Negro, não apenas fortifica a identidade cultural, mas também humaniza, quebra ciclos discriminatórios e contribui para a dissolução das mais diversas formas de opressões. Assim, o Feminismo Negro como um movimento teórico e prático traz visibilidade as reivindicações específicas da população negra, combate estereótipos e silenciamentos históricos. Além de afirmar a subjetividade política das mulheres negras, ao defender o direito de serem vistas como intelectuais e participativas na construção de uma sociedade antirracista e equitativa. Percebe-se a historiografia como ocupação de lugar de poder, o Feminismo Negro na construção e implementação de movimentos, diálogos e narrativas que mudam mentalidades. Desta forma, o Feminismo Negro tanto insere novos sujeitos na historiografia, quanto auxília na reconfiguração dos próprios fundamentos epistemólogicos da História da Educação, ao legitimar saberes de grupos historicamente posicionados em condições de marginalizações. Tornando as maneiras de ser, estar, agir, pensar e escrever mundos possíveis ainda mais completos, estratégia criativa, transformadora, política e teórica. Na luta da população negra por espaço, direitos, existência e terem suas vozes e histórias, ouvidas, contadas, escritas e legitimadas. A história e a memória dinâmicas e historicamente construídas como instrumento antirracista, que pode ser utilizado para uma intervenção educativa libertadora.

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Publicado

23.03.2026

Como Citar

Lopes, R. V. ., & Lopes, I. M. . (2026). Feminismo negro e história da educação: escrever é existir. Revista Ft, 30(156), 01-27. https://doi.org/10.69849/r76kk582