Avaliação de métodos de inoculação de Macrophomina phaseolina em plantas de milho
DOI:
https://doi.org/10.69849/9efat571Palavras-chave:
Doenças, Podridão do carvão, Zea maysResumo
A cultura do milho (Zea mays) é de extrema importância mundial, caracterizada como uma das culturas mais produzidas. No Brasil, pode ser cultivado na safra de verão ou na safrinha. Entretanto, o seu cultivo enfrenta diferentes desafios, observados por doenças como a podridão do carvão, causada por Macrophomina phaseolina. A M. phaseolina afeta a qualidade e a quantidade dos grãos de milho e o seu controle é um desafio, pois medidas como rotação de cultura e produtos químicos são ineficazes, e informações sobre a resistência genética de híbridos de milho são escassas. Dessa maneira, determinar o método de inoculação de M. phaseolina é crucial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de controle da doença. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos inteiramente casualizados (DBC), com quatro repetições e seis tratamentos: com testemunhas e níveis de inoculação do fungo M. phaseolina em diferentes entrenós do colmo do milho (3º, 5º e 7º entrenós). Os palitos de madeira utilizados foram previamente fervidos, autoclavados e imersos em meio BDA colonizado pelo patógeno. Cada parcela experimental foi composta por quatro linhas de 5 metros, com espaçamento de 0,5 m entre linhas, totalizando 30 plantas por parcela após desbaste. Seis plantas por parcela foram utilizadas na avaliação (três com palito com fungo e três com palito estéril). Os dados coletados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativa, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott com 5% de probabilidade. Determinou-se a melhor localização de inoculação no colmo de milho, para reproduzir a severidade causada pelo inóculo natural, fornecendo conhecimentos essenciais para futuras pesquisas que poderão auxiliar no controle da M. phaseolina.
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