Perfil epidemiológico e mortalidade por espinha bífida no estado do Pará
DOI:
https://doi.org/10.69849/wj9wee35Palavras-chave:
Espinha Bífida, Mortalidade Perinatal, EpidemiologiaResumo
INTRODUÇÃO: A espinha bífida é uma malformação congênita que ocorre pela falha do fechamento do tubo neural nos primeiros meses de vida intrauterina. Esse quadro desencadeia sérias repercussões na qualidade de vida, com deficiências físicas e neurocognitivas, além de estar associado a altas taxas de mortalidade infantil. OBJETIVO: O presente estudo visa analisar o perfil epidemiológico e a mortalidade associados à espinha bífida no estado do Pará entre os anos de 1996 a 2023. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo e quantitativo com base em dados do DATASUS (SIM), considerando os registros conforme os códigos CID-10 Q05. 1 a Q05. 9. RESULTADOS: Os dados mostraram que a maior taxa de mortalidade era entre os menores de 1 ano (33,7%), em que se observou a prevalência mais alta nas mães de 21 a 30 anos (40,9%) e que a etnia parda correspondeu a 59% dos óbitos, enquanto a Região Metropolitana I teve uma concentração de 34,3%. CONCLUSÃO: A análise reafirma a importância de políticas eficazes de prevenção, a melhoria do atendimento do pré-natal e a qualidade dos registros epidemiológicos, tendo em vista reduzir as desigualdades regionais, e, assim, melhorar substancialmente a qualidade de vida dos pacientes.
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