Toxoplasmose gestacional: evolução dos protocolos de tratamento e impacto na redução de sequelas fetais.
DOI:
https://doi.org/10.69849/dcgape57Palabras clave:
Toxoplasmose Gestacional, Transmissão Vertical, Protocolos de Tratamento, Cuidado Pré-NatalResumen
A toxoplasmose gestacional é uma preocupação de saúde pública evitável devido à transmissão vertical e às graves sequelas fetais com tratamento. Esperava-se que, ao seguir protocolos de tratamento e com qual impacto no dano neonatal a ser abordado, uma revisão sistemática da literatura de 2021 a 2026 fosse realizada. De acordo com nossas descobertas, a espiramicina é a estratégia mais importante para prevenir a transmissão, mas a terapia tripla (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico) deve ser seguida no caso de infecção fetal confirmada. Também descobrimos que a detecção eficaz e o início do tratamento na fase inicial nem sempre estão associados a impactos adversos nos cuidados clínicos, e mesmo com bom progresso, não é bom para os bebês devido a deficiências no cuidado pré-natal ao nível da gravidez. No Brasil, o encaminhamento tardio de 85,6% das gestantes e a presença de cepas atípicas de Toxoplasma gondii foram consideradas barreiras para o tratamento. Mas, enquanto o controle farmacológico está melhorando rapidamente, a prevenção eficaz da toxoplasmose congênita depende não apenas da estabilidade e confiabilidade da triagem sorológica na Atenção Primária e dos sistemas de educação em saúde, juntamente com a notificação oportuna.
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