Toxoplasmose gestacional: evolução dos protocolos de tratamento e impacto na redução de sequelas fetais.

Autores

  • Maria Paula dos Santos Gaia Faculdade Afya Redenção , Redenção, PA, Brasil. Autor
  • Leandra Duarte Cordeiro Faculdade Afya Redenção , Redenção, PA, Brasil. Autor
  • Anna Izabel Faculdade Afya Redenção , Redenção, PA, Brasil. Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/dcgape57

Palavras-chave:

Toxoplasmose Gestacional, Transmissão Vertical, Protocolos de Tratamento, Cuidado Pré-Natal

Resumo

A toxoplasmose gestacional é uma preocupação de saúde pública evitável devido à transmissão vertical e às graves sequelas fetais com tratamento. Esperava-se que, ao seguir protocolos de tratamento e com qual impacto no dano neonatal a ser abordado, uma revisão sistemática da literatura de 2021 a 2026 fosse realizada. De acordo com nossas descobertas, a espiramicina é a estratégia mais importante para prevenir a transmissão, mas a terapia tripla (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico) deve ser seguida no caso de infecção fetal confirmada. Também descobrimos que a detecção eficaz e o início do tratamento na fase inicial nem sempre estão associados a impactos adversos nos cuidados clínicos, e mesmo com bom progresso, não é bom para os bebês devido a deficiências no cuidado pré-natal ao nível da gravidez. No Brasil, o encaminhamento tardio de 85,6% das gestantes e a presença de cepas atípicas de Toxoplasma gondii foram consideradas barreiras para o tratamento. Mas, enquanto o controle farmacológico está melhorando rapidamente, a prevenção eficaz da toxoplasmose congênita depende não apenas da estabilidade e confiabilidade da triagem sorológica na Atenção Primária e dos sistemas de educação em saúde, juntamente com a notificação oportuna.

Referências

ANDRADE, A. Q.; SANTOS, A. L. M.; MOURA, A. B.; NEGRÃO, J. N. C. O impacto do pré -natal no diagnóstico precoce da toxoplasmose congênita no Brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 7, n. 3, p. e275, 2025. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/275. Acesso em: 20 mar. 2026.

DE SANTIS, M. et al. The prevention of congenital toxoplasmosis using a combination of Spiramycin and Cotrimoxazole. Trop Med Int Health, [S. l.], v. 29, n. 8, p. 697-705, 2024. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/journal/13653156. Acesso em: 20 mar. 2026.

GUARCH-IBÁÑEZ, B. et al. REIV-TOXO Project: Results from a Spanish cohort of congenital toxoplasmosis (2015-2022 ). PLoS Negl Trop Dis, [S. l.], v. 18, n. 10, p. e0012619, 2024. Disponível em: https://journals.plos.org/plosntds/. Acesso em: 20 mar. 2026.

RIBEIRO, S. K. et al. Treatment Protocols for Gestational and Congenital Toxoplasmosis: A Systematic Review and Meta-Analysis. Microorganisms, [S. l.], v. 13, n. 4, p. 723, 2025. Disponível em: https://www.mdpi.com/journal/microorganisms. Acesso em: 20 mar. 2026.

ROHILLA, M. et al. Treatment outcomes for gestational toxoplasmosis in India with an emphasis on periconceptional infection in a prospective study. Sci Rep, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 35836, 2025. Disponível em: https://www.nature.com/srep/. Acesso em: 20 mar. 2026.

VIEIRA, G. C. D.; DUARTE, E. S. M. Atypical strains of Toxoplasma gondii and its impact on development of toxoplasmosis. Res. Soc. Dev., [S. l.], v. 12, n. 2, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/. Acesso em: 20 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Protocolo de Notificação e Investigação: Toxoplasmose Gestacional e Congênita. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_notificacao_investigacao_toxoplasmose_gestacional_congenita.pdf. Acesso em: 13 abr. 2026.

CAPANEMA, G. M. V. et al. Toxoplasmose na gestação e suas repercussões: Aspectos etiopatogênicos, métodos diagnósticos, condutas terapêuticas e medidas preventivas. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 8, n. 7, p. 52710-52730, jul. 2022.

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Toxoplasmose. São Paulo: FEBRASGO, 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/185-toxoplasmose. Acesso em: 13 abr. 2026.

MATRONE, I. de A. et al. Estudo epidemiológico da toxoplasmose gestacional no estado do Paraná de 2019 a 2023. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 10, n. 5, p. 16478-16490, 2024.

SILVA, K. C. R. D. Prevalência da toxoplasmose gestacional no Piauí e os impactos para o desenvolvimento fetal. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina ) – Universidade Federal do Delta do Parnaíba, Parnaíba, 2025.

TELESSAÚDE RS. Toxoplasmose Gestacional e Congênita. Porto Alegre: TelessaúdeRS-UFRGS, 2025. Disponível em: https://telessauders.ufrgs.br/condutas/toxoplasmose-gestacional-e-congenita. Acesso em: 13 abr. 2026.

Downloads

Publicado

12.05.2026

Como Citar

Gaia, M. P. dos S. ., Cordeiro, L. D. ., & Izabel, A. . (2026). Toxoplasmose gestacional: evolução dos protocolos de tratamento e impacto na redução de sequelas fetais. Revista Ft, 30(158), 01-13. https://doi.org/10.69849/dcgape57